terça-feira, 29 de novembro de 2022
PERMACRISE: NECESSIDADE EM ENFATIZAR A CRISE?
segunda-feira, 28 de novembro de 2022
EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: COMPROMISSO SOCIAL E PEDAGÓGICO
Maria Helena
BNCC na prática. Cadê a interlocução: docente - Base?
Maria Helena r
terça-feira, 15 de novembro de 2022
Vivendo em grupo
Maria Helena
Texto original. Ao reproduzir ou citar, mantenha a referência da autora e da fonte.
segunda-feira, 7 de novembro de 2022
Falando nisso, professores
Maria Helena
O/A Professor/a em sala de aula, em muitas situações, quando quer ser ouvido costuma, pedir “Silêncio”, ou seja, ninguém precisa escutá-lo, pois silenciar não significa atenção. Enquanto deveriam pedir para os alunos ouvirem. Estarem atentos.
Nas salas de educação
infantil as regras ficam expostas para que as crianças criem os hábitos. Um
item que está no quadro e eu sempre questionei é: “esperar a vez de falar”, ou
seja, a criança pode brincar, silenciar, mas não ouvir. Quanto deveriam pedir
para acolher respeitosamente a fala do outro, porque aquilo que Ele traz é importante.
Assim, deveria estar escrito: Ouvir quando o outro fala e somente depois, falar”
Manter uma aula com estratégia
dialogada, demanda entender o que é diálogo, não basta somente o estudante responder
ao professor, é preciso que o professor assegure o direito daquele que está
falando para a classe.
Ser mediador em um diálogo é
estar atento a todos.
Enquanto docente nunca permiti
que um estudante falasse sem que os outros o acolhessem. Eu pedia – “Espere, aprende
que deves ser respeitado enquanto falas.” Quando todos olhassem para ele, ai
sim –“prossiga”.
É fácil? Nem um pouco. Dá
trabalho? Muito. E como ficam os conteúdos? Quais? Da matéria? Aprendem quando
precisarem.
Entendo que vivemos um
momento que precisamos do conteúdo dos sujeitos. Isso me acompanha há 30 anos.
Confundimos metodologia com
recursos, técnicas...simplificamos, reduzimos...a metodologia vai além, pois
deve ser coerente à linha filosófica e à pedagógica. E todos os projetos
pedagógicos por mim estudados, pretendem promover a formação ciente de direitos
e deveres, no entanto, a metodologia, não passa de um conjunto de estratégias. Dito
isso, para o cidadão exercer a sua cidadania, precisa dialogar e, para tal,
dever compreender o que é um diálogo, e como mantê-lo. Saber o que a atenção, o
que é estar presente no ato de se comunicar.
Como acontece em sua sala de aula?
Autoria: Maria Helena
Blog: Continuando Formação - https://continuandoformacao.blogspot.com/
Texto original. Ao reproduzir ou citar, mantenha a referência da autora e da fonte.
segunda-feira, 3 de outubro de 2022
Observar, perceber e ser presença
Maria Helena
Observar algo é um aprendizado, porque demanda um limpar a mente de quaisquer resquícios sobre o objeto/sujeito a sua frente. Não estamos acostumados a ter essa posição, pois estamos sempre cheios de ideias prontas sobre aquilo/aquele que nem conhecemos.
Diante de algo que desejamos, de fato, nos apropriar precisamos ter muito cuidado. Isso vale muito para formas de relacionamento profissional ou pessoal. É um exercício diário.
Enquanto professora, foi um aprendizado contínuo, tentar observar cada ser em um grupo, até aprender técnicas de como utilizar esta valiosa ferramenta. Nossa dificuldade, também, se pauta pela nossa compreensão de planejamento. Temos uma teoria de que ele é flexível, no entanto, ao desenvolvê-lo, nossa visão rígida não nos permite a humildade de estar aberto, ao que realmente acontece.
Temos uma tendência a perder a espontaneidade diante do que É, o real. Buscamos em nossa mala de "experiência" algo pronto para aquele momento, e perdemos uma oportunidade em aprender. Não estou afirmando que não devamos estar preparados, ter a formação necessária. Na verdade, eu lamento muito por aqueles que não percebem a necessidade de ser um permanente estudante, autonomia intelectual.
Uma das constatações que fiz, foi a de ter que me conhecer, para além do conhecimento científico, me conhecer enquanto ser, identificar quais valores guiam a minha vida, qual o sentido dou para as minhas atitudes e tarefas diárias. Entendo que em muitas profissões, a correria não permite isso. Fiz minha escolha enquanto era professora, de ter esse tempo para pensar, analisar, revisar o que faz sentido para mim e, consequentemente, para os que me cercam.
Assim, para saber observar, ouvir e compreender, eu deveria me livrar de preconceitos, de “anestesias” para ver o outro naquilo que ele se apresenta ou representa ser.
Esse exercício constante demanda tempo, demanda transformar a perspectiva sobre a vida própria e dos seus semelhantes. É preciso um ouvir atento, uma atenção inteira. Hábito que, geralmente, não possuímos, pois estamos sempre buscando algo para a “distração”. Assim, nem atenção com o outros e nem consigo mesmo.
Essa urgência pelo viver suscita uma pergunta, o que pode estar por trás disso. É urgente viver sim, contudo de tal maneira que se consiga conviver com a própria companhia, estar presente na própria ação. Parece paradoxo, mas não é. Muitas vezes não percebemos o que comemos, dirigimos longos períodos sem “ver” o que passa. Há uma ausência de si. No entanto, precisamos aprender a estar presente na ação, questionando o sentido da mesma.
Almejamos ter uma vida mais plena, mais leve, mais harmoniosa, portanto, precisamos a cada momento, bater à própria porta e perguntar: “estás em casa?”.
Realmente, estar em sintonia com o momento, sem julgar. Sentir o outro em seu tempo, observá-lo e ser honesto, não pode ser uma negociação, um puro treinamento. Existem muitas formas de cursos que auxiliam, mas algumas vezes é como se tentasse pintar o tronco e folhas de uma árvore, é artificial, não há consistência. Pois não mexe na terra, nas raízes. É preciso uma imersão e reconhecer o verdadeiro desejo do viver, do ser que transcende muito àquele que criou personagens adequados a cada situação.
Precisamos reconhecer o nosso fundamento, aquilo que nos move, que nos faz desejar agradecer pelo evento de estarmos aqui.
Que tal experimentar este exercício?
Autoria: Maria Helena
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quinta-feira, 11 de agosto de 2022
Escolhas
Maria Helena
Cecília Meireles, poeta brasileira, foi muito simples e direta em uma poesia para crianças Ou isto Ou aquilo (1964). Onde a criança sempre tem que optar entre duas situações.
No universo infantil, a criança não quer perder a oportunidade, ela deseja os dois, estudar e brincar, ficar com o doce e o dinheiro, faz birra e a cada dia faz as escolhas, por momento...
Trazendo para o universo adulto é mais complexo.
Porque as escolhas são muito bem estudadas, por vezes, mais pela representação
do que pela sua essência, mais pela avaliação dos demais do que pelo próprio
desejo.
Por vezes vivemos de uma forma a qual devemos
nos enquadrar, para tanto estudamos um personagem, ou uma forma para não sermos
julgados e acabamos perdendo a nossa essência e não sabemos quem somos, ou o
que somos.
Se...concordamos de imediato denota que não fazemos reflexão; se não
concordamos, então somos “do contra”; se iniciamos uma conversa, somos inoportunos; se não falamos “não nos misturamos”, e assim vai...
Reconhecer uma necessidade imediata, uma
simples escolha não pode tornar-se um fardo, a cada dia somos colocados em
frente a muitas situações e precisamos fazer as escolhas, ou alguém as fará por
nós.
Toda opção vai além do desejo de somente agradar aos outros, às avaliações externas. Não se pode parecer livre para escolher, é necessário ser autêntico em seu jeito livre de buscar as alternativas essenciais da vida.
Quando temos os princípios de vida pautados no
que há de mais nobre em nossa vida, o amor, a compaixão, a esperança,
dificilmente erramos, porque nossas escolhas Ou isto Ou aquilo estarão
coerentes à nossa essência, nossa jornada.
Autoria: Maria Helena
Blog: Continuando Formação - https://continuandoformacao.blogspot.com/
Texto original. Ao reproduzir ou citar, mantenha a referência da autora e da fonte.