terça-feira, 8 de março de 2022

A psicopatologização das emoções no divã

                                                                            Maria Helena

                       

Partindo de estudos do Módulo III do curso de Psicanálise Clínica e contrapontos de outros autores, a descrição dos fenômenos ganham vida própria, balizados em conhecimentos científicos.

Em tempos de pandemia até os preconceituosos de renderam e estão procurando “tratar” de suas “neuras”, pseudônimo utilizado para designar algo de que, ainda, não possui nenhum diagnóstico. Contudo, sabe que está se distanciando do que se conhece como saudável.

A personalidade de um adulto vai se constituindo, a partir de sua interação com um objeto presente ou não, ou seja, algo cultural, histórico. Portanto, desta relação intersubjetiva onde vários elementos são contextualizados o sujeito, percebendo o seu entorno, o “outro”, percebe-se como um em SI, o EU que não é mais uma extensão da mãe/pais/cuidador/a.

Para Freud, todo sujeito passa pelo desenvolvimento psicossocial e esse possui fases: oral, fase anal, fase fálica, período de latência, fase genital. Em cada fase, a libido obtém mais satisfação em uma zona erógena diferente e o conceito de sexualidade, para o autor, vai além de sua definição relativa ao sexo. As fases não são estanques e nem lineares variando entre sujeitos, pois dependem das experiências subjetivas de cada sujeito. Cada fase pode deixar marcas permanentes, denominadas de pontos de fixação, onde o curso “normal” pode ser alterado porque certos conflitos podem se instalar. Desse modo, são gerados “pontos” nodais “que vão se fixar em determinado estágio e que serão retomados quando um período de crise (representação emocional) aparecer ao longo da vida da pessoa” (MÓDULO III, 2020, p. 10).

A Psicanálise é um método investigativo, método terapêutico ou clínico é, ainda, uma forma nova de abordar o ser humano, a cultura e a sociedade. Diante disso, explorar esses campos, do humano vivendo em sociedade, fomenta a cultura e dela se alimenta, significa que quando um sujeito vai para o divã, ele vai acompanhado de muitos elementos.

Domingues et al (2014) trazem importantes reflexões acerca do contexto em que vivemos, são rotinas organizadas pela sociedade, preenchendo todos os horários dos sujeitos, sendo a hiperatividade uma forte característica da atualidade. Essa agitação advinda pelo excesso de informações e ações não permitem que o sujeito possa apreciar seus próprios sentimentos, experimentar cada diferente emoção de um jeito saudável e, sim, da forma criada e formatada pela sociedade. Deve passar pelos sentimentos de forma padrão, sendo meio que obrigado a responder de forma elegante, alegre, desconsiderando suas reais emoções. Isso fica evidenciado nos próprios velórios se comparados há anos atrás. O luto sofrido, atualmente, o enlutado é encaminhado aos consultórios psiquiátricos e psicológicos, como se não devesse passar pela dor da perda.

A pandemia está sendo um fator preponderante para aumentar o número de   estados depressivos. O vírus, talvez esteja liberando a angústia, tristeza, frustração que muitos vinham sentido de forma isolada e passou e ser percebida de maneira generalizada, de massa. Talvez haja uma patologização das emoções, uma banalização de quadros que, em princípio deveriam ser observados como adaptação a um novo paradigma, um estresse natural e saudável, para uma percepção de um mundo doente, devendo esse ser medicalizado, não havendo amigos ou familiares com escuta acolhedora, existem sim os ansiolíticos, entre outros psicotrópicos.

Para trazer dados mais fidedignos seria necessária uma pesquisa quantitativa, por ser mais convincente neste mundo globalizado. No entanto, quando na atualidade designada pela ‘academia’ contemporânea, são tantas as teorias.

Guareschi et al (2021) trazem reflexões sobre a própria forma de pesquisa na área da psicologia, pois ter como indicadores: crenças, valores, motivações, nunca foi e nem como tem que ser, mensurada. Se a palavra de ordem da vez é pós-verdade, como entender a comunicação como um indicador, sendo as máquinas que fazem as leituras da maioria do material postado na internet. Os sentimentos percebidos por meio de uma conversa, onde dois sujeitos interagem, exclamam, riem, possibilita uma leitura além do que aparenta, pois está carregado de emoção. Assim, fora de um consultório, em que há um trabalho legitimado na escuta e observação, o cotidiano dispõe de whatsApp, facebook, entre tantos outros para curtir, compartilhar e por aí vai, literalmente, se expandindo, como efeito cascata aquilo que, alguém ingenuamente ou não, postou.  A espera de um like gera ansiedade, talvez quem curtiu faça desta ação uma rotina em partilhar, curtir todas as postagens de seus “amigos”.

Os referendados autores seguem suas reflexões no sentido de que a psicologia, atualmente, conta com uma potente ferramenta em questão de pesquisas quantitativas, o enorme número de informações a que se tem acesso para poder triangular dados de todas as formas. Porém, difícil se aproximar de um perfil fidedigno do sujeito que está disponível para o mundo, literalmente.

Ao desenvolver os argumentos no sentido de diálogo entre os autores aqui explanados é possível verificar que, na atualidade, não é presumível ter uma verdade absoluta sem que seja contextualizada. A realidade não representa a todos, pois nem sempre o que aparenta é aquilo com o qual o sujeito se identifica.

 Para uma apresentação didática de fatos, teorias existem fases, períodos, contudo nunca podem ser estudados generalizando-os de forma estanque, ou com um ponto final.

Votando à visão psicanalítica de Freud, as diferentes formas de organização psíquica não são, em princípio, patológicas, essas possuem suas características, devendo ser estudadas cuidadosamente para não enquadrar o analisando em uma “patologia” e fragmentá-lo de si e da sociedade.

Diante ao exposto, a própria patologia cunhada nos manuais médicos, ao serem estudadas e comparadas ao paciente, para enquadrar neste ou naquele diagnóstico, deve estar muito claro para que não sejam simplesmente prescritos uma série de medicamentos, sem ao menos ouvir, sem estereótipos o que o paciente sente, sofre e percebe de si mesmo. A variação, as fronteiras de cada patologia devem ser ampliadas. O profissional deve estar sempre atento às pistas do seu paciente, deve também levar em consideração o contexto em que o sujeito vive, sua cultura em todas as suas nuances, fazer a leitura do não verbal, para poder errar menos em seu diagnóstico e prognóstico.

 

Referências bibliográficas:

MÓDULO III - curso de formação em psicanálise - psicanaliseclinica.com (2020)

DOMINGUES, Elzilaine; CAMARGO, Mendes T.; BARA, Viana O. Melancolia e depressão: um estudo psicanalítico. (2014) Disponível em: <SciELO - Brasil - Melancolia e depressão: um estudo psicanalítico melancolia e depressão: um estudo psicanalítico>. Acesso em: 15 de jul. 2021.

GUARESCHI, Pedrinho A.; AMON. Denise; GUERRA, André. E. Abrapso. Psicologia, comunicação e pós-verdade. Porto Alegre, 2019.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

Análise de “Práticas e Procedimentos em Clínica Psicanalítica”

 

                                                               Maria Helena

“A psicoterapia é um valioso recurso para lidar com as dificuldades da existência em todas as formas que o sofrimento humano pode assumir [...].” (MÓDULO 09, 2020, P. 05) E isto não pode ser apenas uma frase bonita, que chamou a minha atenção. É profundamente uma percepção do que vem a ser os momentos que a psicoterapia pode favorecer de mais humano para uma pessoa que está com um sofrimento causado por suas emoções.

“A boa terapia se desenrola num enquadre clínico com um vínculo que favorece este processo. Aí está um dos segredos desta arte: criar um ambiente que permita a revelação dos mundos internos e favoreça o desenvolvimento do processo singular de cada um. ” (MÓDULO 09, 2020, P. 10). Percebe-se que não é qualquer profissional ou ambiente que conseguirá fazer com que um paciente, cliente, analisando, enfim uma pessoa se sinta tão à vontade, ao ponto de expressar sua mais profunda dor.

De acordo com o Módulo 09, a base de uma boa terapia está na relação terapêutica, quando se desenrola em uma harmonização cujo vínculo favorece o processo. Sendo um elemento fundamental, portanto, o ambiente pois deve possibilitar que o mundo interno do analisando consiga emergir, ainda beneficiando o desenvolvimento da dinâmica da singularidade individual. Nesse clima, é possível ao ser mais oculto e amedrontado se mostrar, ser ouvido, transformar-se.

Nesta acepção, Weffort (1995) afirma que só é possível olhar o outro e sua história se temos em nós uma abertura de aprendiz que estuda a própria história. Assim, a ação de olhar é um ato de estudar a si próprio, a realidade, à luz da teoria que inspira.

No sentido da atenção, a contribuição vem da filósofa Simone Weil que afirma ser esta a mais alta forma de generosidade. O método para compreender os fenômenos, portanto, seria olhá-los até que irrompa a luz, sem qualquer forma de interpretação e nem um apego. (BOSI, 2003).

Weffort (1995) assevera que nossa educação não permitiu olhar pensando o mundo, a realidade, nós mesmos e este olhar cristalizado nos estereótipos produziu em nós paralisia, fatalismo, cegueira, entre outras características onde supõe-se ver o que não é real, mas o que se deseja ver.

Em uma entrevista, ou sessão de terapia é necessário estar aberto ao que o outro traz de mais sagrado, a sua história. Assim, para Weffort (1995) a concentração do olhar inclui escuta de silêncios, inclusive os ruídos na comunicação, que podem ser inclusive do psicoterapeuta.

Pelos estudos, um momento fundamental da psicanálise é a entrevista, entendida como o estudo da alma do analisando, e, se difere muito do preenchimento da ficha de anamnese.

Assim, o espaço psicanalítico é o ambiente de ouvir, no entanto, vale pensar se sabemos de fato, escutar o outro na sua história.

No dizer de Weffort (1995) o ver e o escutar fazem parte do processo da construção do olhar. E frequentemente não ouvimos o que o outro nos diz e sim se escuta aquilo que se gostaria de ouvir, e se imagina aquilo que o outro estaria tentando comunicar, porque não se parte de sua fala, porém de uma fala interior. É muito sério isso de produzir um monólogo. Pois o di-álogo, são dois.

Outro item importante para este ambiente acolhedor da entrevista é o olhar, que para a supracitada autora, atualmente se possui um olhar estereotipado, parado, querendo ver só o que nos agrada, o que sabemos, assim reproduzindo um olhar de monólogo, um olhar e uma escuta dessintonizada, alienada da realidade do outro.

Ver e Ouvir demanda implicação, entrega ao outro. Estar aberto para vê-Io e/ou ouví-Io como é, no que diz, portanto, exige um sair de si para ver o outro e a realidade, segundo os pontos de vista e hipóteses do outro e não da sua.

Diante ao exposto, demanda ao psicanalista um estudo minucioso de si mesmo, se possui tais características, porque não é um exercício fácil. Principalmente depois de adulto, quando este especialista não conseguiu em seu processo de psicanálise, como analisado, ter percebido suas fragilidades de conviver em grupo, por arrogância ou autoritarismo, ou algum sentimento que o impeça de uma convivência harmoniosa.

O espaço em que se ocupa em uma sessão de psicanálise, não é apenas o físico, tempo, há emoções, sentimentos, então para buscar, conversar, tocar no outro, na sua ferida que faz parte da comunicação, por meio das associações que o analisando faz, assim importa que o psicoterapeuta reconheça o seu agir durante este rico espaço.

 

Referências bibliográficas:

BOSI, Ecléia. A atenção em Simone Weil  - Artigos originais  Psicol. USP – 2003. SciELO. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0103-65642003000100002 . Acesso 15/out./2021

WEFFORT, Madalena Freire. Observação, Registro, reflexão: Instrumentos Metodológicos I. São Paulo: Espaço Pedagógico. (1995)

MÓDULO 09. Clínica psicanalítica. Psicanálise clínica. (2020)

quinta-feira, 28 de outubro de 2021

Proposta pedagógica escolar – PPP: leis, normas e práticas

 

        Maria Helena

Passar por diversos espaços escolares nos proporciona experiências singulares e, quando estamos estudando a própria prática, podemos ter bons aprendizados. Trabalhei da educação infantil ao superior, em escolas de rede públicas e particulares, da periferia ao centro, assim pude aprender um pouco sobre o projeto pedagógico. Como assessora educacional em diferentes Redes tive o privilégio de estudar muito material que emergiram do chão da escola, como outros de puro carater técnico, cumprindo leis.

Todos os PPPs possuem o carater técnico e cumprem leis, mas isso não é a razão de ser deste movimento. Sua razão de existir é oferecer um rumo para a escola, em seus aspectos políticos, filosóficos para que o pedagógico possa se efetivar.

Percebo que os posts mais acessados neste Blog são sobre o PPP, portanto observo que, de fato, há um interesse em discuti-lo, compreendê-lo.

Nos 30 anos que observo o PPP, com esta denominação, isto antes da atual LDB, 9394/1996, a escrita do documento não modificou tanto assim, pelo menos em minha região (sul), porém minha compreensão modificou bastante, penso que devido a atitude de poder estar sempre estudando minha prática, percebendo as incoerências discurso-teoria-chão da escola.

Uma das inconsistências percebidas está justamente na base em termos normativos e legal. Muitos municípios, acabam atualizando o PPP da Rede e esquecem de atualizar uma normativa que é referente ao Sistema, o que implica tratar de escolas particulares, quando se menciona a educação infantil. Portanto, leis não atualizadas, divergindo de normas que são da alçada do CME, ainda não incluindo leis federais que incidem sobre a comunidade escolar, exemplo: ECA, Acessibilidade, bullying, entre outras, de acordo com a configuração da escola. Outro exemplo é uma escola que deve prestar contas ao CEE e ao CME.

Outra situação vulnerável à escola é quando esta possui uma prática totalmente divergente da apontada no PPP, em qualquer aspecto que esteja imerso no fazer pedagógico, porque a razão do existir de uma escola é o ensinar e, isto na atualidade, possui uma conotação muito diferente de 20 anos atrás, principalmente devido à BNCC.

Ao analisar Projetos e Regimentos percebo os mesmos divergindo dentro da mesma unidade escolar. Isso faz com que a escola se torne mais vulnerável em termos jurídicos.

Antes de atualizar qualquer PPP, é necessário a escola em um todo compreender o significado deste movimento, portanto é necessário revisar o que as pessoas sobem sobre ele. Para que serve o documento, o que este sintetiza e sistematiza. Reconhecer no PPP a síntese dos estudos, a sistematização necessária para a escola ter a sua prática e menos incertezas, reconhecendo que qualquer pessoa dentro da escola consegue falar sobre o mesmo. Sem dúvida, a partir de sua janela, se é pai, estudante, docente ou gestor.

Veja bem, uma ou outra situação inusitada não prevista no planejamento, normas, regras que são a alma e o corpo da proposta pedagógica é aceitável, pois a escola está viva. Agora, lamento informar, quando semanalmente ocorrem situações, as quais não encontram um amparo no PPP ou RI, é falta de conhecimento da importância dos movimentos de estudos, para chegarem a uma sistematização sólida do documento.

É preciso entender de planejamento estratégico, de teoria de aprendizagem, de linhas filosóficas, de leis e normativas. Necessita elaborar um cronograma e seguir com o mesmo. Não basta colocar os profissionais “discutindo” sobre o plano anterior, é mais que isso. Portanto, é impossível chamar de atualização do projeto, quando ou somente é elaborado pela gestão, ou tentar atualizar em uma semana de maneira contínua. Isso pode acorrer se for a atualização de um item fundamental, sendo uma solicitação do Conselho ao qual pertence, ou ainda avaliar somente as ações previstas para um ano. Porém, a denominação “atualizar”, depois de 4, 5 anos, demanda planejamento e muito estudo da equipe coordenadora do projeto.

Diante ao exposto, seria interessante e prático a escola verificar no sumário do documento anterior e elencar por prioriadde a ordem do estudo, exemplo: linha filosófica, teorias, diagnóstico físico, etc... levar para o grupo segurança, acreditando para que os "outros"também acreditem nas riquezas encontradas durante a reelaboração do PPP.

quarta-feira, 27 de outubro de 2021

Psicopatologias emocionais da/na condição docente no Brasil

                                                          Maria Helena

Para Dalgalarrondo (2008, p. 24) “os signos de maior interesse para a psicopatologia são os sinais comportamentais objetivos, verificáveis pela observação direta do paciente e os sintomas, isto é, vivências subjetivas relatadas pelo paciente”. Portanto, tão importante a comunicação entre analista e analisando, como a entrevista preliminar.

O módulo dedicado às psicopatologias, indica conceitos, características de doenças emocionais que aparecem frequentemente em muitos profissionais.  Infelizmente as estatísticas apontam números que crescem a cada ano

Para Passos (2019) a ansiedade, por exemplo, atinge mais de 260 milhões de pessoas no mundo. E no Brasil dados mostram que 86% sofrem com algum transtorno mental, como ansiedade e depressão.  Cerca de 32% dos trabalhadores brasileiros sofrem com os efeitos do estresse. Outros dados recentes mostram que 49% dos trabalhadores no Brasil já tiveram crises de ansiedade, enquanto 44% dizem ter sofrido com o esgotamento mental devido ao stress profissional.

Pesquisa realizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) entrevistaram no início de 2017. 762 profissionais de muitos estados, 71% ficaram afastados da sala de aula. O estresse (65,7%), seguido por depressão (53,7%), alergia a pó (47,2%), insônia (41,5%) e hipertensão arterial (41,3%). Pelo menos 531 casos de ansiedade. (ANASPS, 2017)

Outra pesquisa que traz quantidade equivalentes foi elaborada pela Nova Escola no ano de 2018, com cinco mil educadores. Identificando que 66% desses profissionais precisaram se afastar do trabalho. A ansiedade afeta 68% dos educadores; estresse e dores de cabeça (63%); insônia (39%); dores nos membros (38%) e alergias (38%). Além disso, 28% deles afirmaram que sofrem ou sofreram de depressão. 87% dos participantes acreditam que o seu problema é ocasionado ou intensificado pelo trabalho (TEIXEIRA, 2018)

Transitando no universo da educação há mais de 30 anos, é possível constar que muito dos dados utilizados nas referidas pesquisas, são de docentes os quais procuram ajuda profissional. Muitos, diante dos trâmites legais, de todo o cenário fragilizado da educação, acabam com automedicação, atestados médicos de poucos dias, insuficientes para fazer um tratamento eficiente para tais patologias.

Os sintomas normalmente atribuídos à depressão são: transtorno de humor, falta de esperança, desmotivação, insegurança, isolamento social e familiar, perda de interesse por atividades antes prazerosas, apatia, falta de apetite e de concentração, insônia, perda de memória. (MÓDULO 6, p. 36)

A ansiedade é associada a uma forma de angústia decorrente da antecipação de acontecimentos futuros, o que pode ser bom ou ruim. A ansiedade excessiva pode se transformar num distúrbio de ansiedade, ou seja, numa doença. No transtorno de ansiedade, as pessoas não têm tempo para o agora: elas sofrem por antecipação a uma situação. (MÓDULO 6, p. 63)

As atribuições de um educador são: planejamento, ministrar aulas, avaliar, participar de todos os eventos da escola. Fazendo uma análise dos dados com os conceitos das patologias com mais incidência nas pesquisas é possível imaginar uma pessoa que lida com adolescentes, crianças, com os colegas tendo todos os sintomas descritos. Indo além, muitas vezes sendo mal compreendido pela direção. Embora a ciência tenha avançado muito, as doenças denominadas emocionais ainda se confundem com preguiça, falta de iniciativa, entre outras avaliações.

A docência traz, em sua história, um percurso com uma grande fratura, assim como outras instituições da sociedade. A profissão do professor, como alguém respeitado pois ensinava, havia uma seleção para atuar na área, do início do século XX, para o final do mesmo século, a partir dos anos 1980, pela falta de compreensão das leis, entre outros elementos, fazendo com que a categoria ganhasse uma nova característica, profissionais mais engajados em políticas, devido ao momento em o Brasil passava. Cursos de graduação favorecendo a entrada, devido a migração para cursos com mais status, juntando a isso, estudantes na escola básica sendo obrigado a estudar sem o desejo. Famílias focadas em seu trabalho, deixando de acompanhar o desenvolvimento do filho na escola.  Mesmo nesse cenário, a relação de poder autoritária imperou, fazendo com que os docentes buscassem mais os direitos, esquecendo alguns deveres e se perderam diante da sociedade. Assim, a figura do professor se desgastou, o local destinado ao ensino passou a ter um papel social desconhecido para a categoria, o espaço do pensar, da ciência, tanto de formação docente quando das crianças e adolescentes passa a ser percebido como assistência social.

Diante ao exposto, o docente passa a ser pensado pelo outro, pelos doutores das diferentes áreas científicas ou até uma justaposição de saberes.  Meio paradoxo, pois seria um espaço de conhecimento, até favorecendo às relações interpessoais.  Talvez como se percebe nas midias sociais há uma estereótipo a ser compreendido, quem é o sujeito atrás das imagens, tentando ler o que está oculto, buscando atualizar-se sem saber direito em que.

Além de ao estar imerso em todas as relações que decorrem deste contexto, estar com um atestado psiquiátrico na mão é sinônimo de fraqueza, quando deveria ser de força, pois está buscando a cura para seu desconforto.

 Referências Bibliográficas:

 ANASPS. Cerca de 70% dos professores se afastam por problemas emocionais (2017). Disponível em: Cerca de 70% dos professores se afastam por problemas emocionais – Anasps. Acesso em:30/08/2021

DALGALARRONDO, Paulo. Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais. Porto Alegre. Artmed, 2008.

 MÓDULO 6. Curso de formação em psicanálise - psicanaliseclinica.com (2020)

PASSOS, Letícia. Pesquisa mostra que 86% dos brasileiros têm algum transtorno mental. REVISTA VEJA. (2019) Disponível em: Pesquisa mostra que 86% dos brasileiros têm algum transtorno mental | VEJA (abril.com.br). Acesso em:27/08/2021

TEIXEIRA, Larissa. Nova Escola. 2018. 66% dos professores já precisaram se afastar por problemas de saúde. Disponível em: 66% dos professores já precisaram se afastar por problemas de saúde (novaescola.org.br) Acesso em: 30/08/2021

segunda-feira, 18 de outubro de 2021

Matéria, Conteúdo, inter/transdisciplinaridade

                                                                   Maria Helena

 Costumo dizer que quanto menos a pessoa entende de um assunto, mais tem o que falar. É o meu caso. Desculpem colegas, talvez eu seja redundante e até prolixa.

A disciplinaridade, no fazer escolar, nos remete em “lembrar” dos fragmentos de caixinhas nos passadas por “pseudociências”. E assim, como o homem vai se desenvolvendo, ou não...procura aperfeiçoar sua visão de si próprio e do mundo, denominada esta reflexão de filosófica, pois busca constantemente uma verdade. Porém, para buscá-la necessita primeiramente saber o que se procura. Nesse enredo, as diferentes visões, em um reverso de procurar uma unidade, divergem de uma forma tão disciplinar, buscando a interdisciplinaridade ou até a transdisciplinaridade.

É muito interessante assistir tal discurso, onde por meio, nem mais de disciplina, nem de matéria, como denominávamos, tentar explicar a interdisciplinaridade ou transdisciplinaridade ao Outro. Por vezes, através de filmes, técnicas...se o exemplo ensina mais que as palavras, o que estamos fazendo?

Pensamos na formação de pessoas reflexivas, que consigam compreender, e, nesse processo, ir abstraindo, interpretando à luz de conhecimentos sócio históricos prévios, analisando aquilo que é uma novidade para ir incorporando ao seu repertório.

A nossa prática nos trai, entrega qual teoria seguimos. Desejamos contribuir na formação de sujeitos em seus múltiplos aspectos, portanto para tal precisaríamos reconhecer tais aspectos. Pensamos e falamos da necessidade de ver o coletivo, para além de um amontoado de sujeitos e aqui iniciam alguns paradoxos. O coletivo é feito por indivíduos, únicos, indivisíveis, com identidade própria, que o distingue dos demais. Se conseguimos percebê-lo assim, e respeitamos sua história individual, começamos a vê-lo de forma inter/transdisciplinar.

Essa premissa, altera a visão que a ciência pedagógica possui do seu planejamento. Ao iniciar determinado tema, perceber que cada sujeito faz uma representação individual, partindo de sua bagagem histórica, que as interações feitas ao longo de sua jornada tiveram interferência de seu aparato neurológico, o acesso ao objeto a ser apreendido, onde isso se encontra em sua escala de valores, enfim, respeitar em sua indivisibilidade. Contudo, para que não fique em uma visão individualista, há que percebê-lo com um SER de pertença, pois, se identifica com determinado grupo, isso lhe gera a tão necessária segurança.

Qual o conteúdo é necessário que o Outro, este sujeito com o qual eu educador/a me identifico, apreenda para desenvolver uma habilidade? Sim, me identifico, pois fazemos parte de um coletivo maior, a Humanidade. Não é disso que estamos falando, em contribuir na formação de seres humanos? Em nossa ingenuidade, e nas várias “ciências”, denominadas humanas, temos os vários conceitos para serem critérios e fundamentar as estratificações. Assim, o não pertencimento a um determinado grupo, faz com que nossa consciência esteja tranquila. Porém, quando vemos os espaços de ensino, como oportunidade de nos assumirmos, como diante de um espelho, a situação muda e muito.

Não estou dizendo que seja fácil fazer este exercício diário, o dever de casa. Não é complexo, é difícil porque assim fomos educados. E para quebrar com esta visão, devemos estar abertos, pois nosso primeiro sentimento é a negação, a resistência, que são mecanismos saudáveis.

Tudo isso para dizer que um projeto de formação que deseja abraçar de forma inter/transdisciplinar o SER, deve primeiro fazer a pergunta: estamos dispostos ao autoconhecimento individual e coletivo de nosso grupo, a partir dos múltiplos aspectos, os quais estudam a humanidade?

Não basta um planejamento à priori, estudando o significado de muti, inter trans, é mais além, é compreender que cada conteúdo não está isolado na sociedade, e ao “descer” pelo conteúdo, ao enraizar historicamente, perceber cada ciência com a sua contribuição, porém, a ciência também é criação humana, não é um ser.

sexta-feira, 23 de julho de 2021

(Des)estrutura emocional: ressignificando paradígmas

 

Maria Helena 

(elaborado a partir da palestraSaúde Mental: Um Olhar Ao Sofrimento Psíquico Em Um Mundo Pós-Pandemia André Figueira)

             A pandemia decorrente do corona vírus vem provocando uma grande revisão em todos os padrões estabelecidos na e pela sociedade. Pois, sendo o homem um ser social, ao longo de sua história foi criando regras para uma boa convivência e nestas combinações, uma geração passando à outra toda a sua cultura. Aqui a definição acaba por coincidir com a educação em sentido geral, quando Brandão (2002) afirma ser essa um conjunto de conhecimentos, crenças, valores de que um grupo comunga e repassa aos mais jovens por meio de sua prática cotidiana.

O contexto oferecido pela pandemia é em principio assustadora em todos os aspectos: midiático, pela própria ciência não fornecer certezas das causas e consequências da saúde individual e coletiva. O fenômeno fez a economia recolher-se aguardando momentos mais certos. Contudo, certeza indicada por quais indicadores?. Nunca se ouviu falar tanto em observatórios. Assim como: lockdawn, homeoffice, remoto. O uso do álcool em gel substituiu o sabonete, modelos de máscaras ditando moda.

Um novo paradigma se instalou, entendo-o como padrão, modelo. Trazendo à tona, para Lemos (2019) o conceito de Kuhn, o paradigma assume uma função estruturante da maneira de analisar e compreender os fenômenos, enquanto para Morin, se percebe como a matriz do pensamento ocidental indica um significado amplo.

Ante ao exposto, perante o cenário o qual estamos vivenciando, todos estamos experimentando situações cotidianas, tentando refazer uma rotina. Cada ciência lança sobre o mesmo o seu olhar, descrevendo as características a partir de sua posição política e filosófica.

Fazendo uma incursão na história se percebe momentos aos quais a humanidade teve que se adaptar rapidamente às novas condições impostas: guerras, peste negra, gripe espanhola, intempéries. Ainda, com relação às questões da economia, da agricultura manual às máquinas, do serviço artesanal à manufatura, à revolução industrial. Situações essas geraram novas condições à sociedade, ocasionando incerteza, insegurança. Se vivia no improviso, sim, pois um novo paradigma não permite tempo para planejar-se, provisório, não se teve e nem se tem agora a certeza de prazos. Toda a rotina é alterada, e nunca a tecnologia esteve tão presente em nossas vidas. Mesmo o homem sendo um ser social, se vê limitado por poder ter suas relações interpessoais mediada por aparelhos, celulares, computadores. É uma realidade posta e imposta.

A situação descrita vem causando um estresse, pois diante de qualquer nova situação o organismo reage de várias formas, quer emocional ou fisicamente.

No contexto atual, cada sujeito se esbarra com a sua própria estrutura, conhecê-la para ir adiante, ou ir adiante para se conhecer ou ressignificar a sua estrutura, principalmente a emocional. Cada ser é formado a partir de emoções, conhecimentos, valores de seu entorno. Assim, há percepção coletiva, contudo, há uma percepção individual.

Na percepção coletiva aproveito o conceito de Representação Social de Serge Moscovici. Talvez pareça paradoxo, no entanto deseja-se trazer o grupo nesta visão de mundo.

De acordo com Portal Educação (2020) Serge Moscovici se ocupou do estudo da difusão da psicanálise, de sua apropriação e transformação pela mesma para outras funções sociais. Poderia se estar tratando da sociologia de Durkheim, porém seu olhar para o grupo se distanciava dessa visão. Tornando-se, assim o núcleo de uma investida, não mais como um amontoado de sujeitos social de forma excessivamente individualista.

Diante do cenário a nós apresentado pela pandemia, entende-se fundamental a compreensão do que seja uma representação social. Seguindo a autoria supracitada, este conceito está para além de mera opinião, relaciona-se está à avaliação do objeto, aos sentimentos, à pertença de um grupo, respeitadas as categorias individuais destes agrupamentos, quer social, econômico.

Se comparada às situações vivenciadas pela humanidade nos séculos passados, com um modelo de ciência, onde os paradigmas eram rígidos, sem uma visão dialética de cada momento, esta pandemia pautada em um modelo de ciência contemporâneo, traz um olhar multifocal para o fenômeno.

Ratifica-se o posicionamento do Portal Educação (2020) quando salienta Moscovici, que atualmente existem os pensamentos considerados reificados que são os saberes considerados com a rigorosidade cientifica, temos ainda, as especialidades. E os pensamentos consensuais em que não existe a exigência de métodos comprovados, a legitimação do conhecimento acontece pela atividade intelectual partilhada com o grupo no cotidiano.

Diante ao exposto trago a palestra de André Figueira neste Congresso, onde há um esclarecimento necessário ao sujeito e ao grupo, sem a exclusão mútua. Pois uma sociedade e feita de sujeitos, não sendo saudável massificá-la ou patologizá-la, em qualquer situação. Pois cada indivíduo fará os enfrentamentos do seu jeito.

Para Figueira (2020) a negação também é um modo de encarar a realidade. Mesmo as piadas são formas de lidar com os problemas decorrentes da pandemia. Outros ficam ligados a todos os dados, se informando exaustivamente. Alguns acreditam de tal modo onde há um isolamento quase patológico. Porém, são mecanismos que cada sujeito consegue reagir. Cada qual sofre e não percebe o próprio sofrimento, sublimando, por vezes: estudando, praticando esportes, aprendendo cozinhar, cuidar de plantas, entre outros.

Assim, o paradigma que está instalado, pois temos uma sociedade posta, está propondo que cada sujeito se descubra para conseguir fazer a travessia.

Figueira (2020) assevera que este tempo o qual estamos vivendo é um momento propicio para reconhecer o sofrimento, os próprios afetos, compreendendo a maneira como somos atingidos. A maneira como cada sujeito se dispõe a observar e acolher a forma como é afetado por essa avalanche provocada pela pandemia, também é muito importante. O escapar o controle sobre o futuro apresenta implicações bastante diversas entre sujeitos.

O autor continua sua reflexão afirmando que o não saber o que irá acontecer é desorganizante, é uma grande oportunidade de defrontação de ser, sofrer no mundo e vem acompanhado de angústia. Claro está que este novo paradigma deve ser observado com mais cautela.

 E isso não é uma tarefa fácil, segundo Figueira (2020), pois essa experiência com o mundo, relacionar-se com este novo cenário gera sofrimento. Contudo, há pistas de como estabelecer uma relação com a realidade posta, exemplo: tentar criar uma rotina, ou preservar aquela que havia, no que for possível, para que possa encontrar algo familiar neste regime tão rígido. Mesmo que sejam pequenas questões, situações, limitar tempo para cada tarefa, estando em homeoffice e não fazer de toda a casa um escritório, alimentar-se nos horários devidos.

Estamos fazendo uma travessia desgastante, devido ao número de doentes, de luto, desemprego, porém, devemos aprender a conhecer o mundo como vem se apresentando.

Diante da exposição de Figueira (2020) a reflexão segue sobre o momento atual, este necessita de acolhimento, de escuta acolhedora, empatia. Sem viver de frases prontas, porém não proporcionar ainda mais a desestrutura de quem busca se autoconhecer, pois cada sujeito lida com sua realidade de acordo com a sua bagagem, com o que construiu até então.

Por vezes passa a sensação de estarmos anestesiados diante de tanta informação, tantas notícias tristes, desanimadoras, sem o devido tempo para refletir sobre como estão as pessoas em suas casas, em seus trabalhos, nas possibilidades de lazer, passado um ano da pandemia. Em contrapartida, percebo o empenho de muitos, porém, é preciso olhar para além da cortina de fumaça que nos engana, turva a percepção do objeto a ser observado, neste caso nossa estrutura emocional.

A partir da palestra e dialogando com demais autores é possível pensar, de modo bastante efêmero, ainda, que durante uma tempestade, somos bastante extremistas, ou temos muitas certezas ou não sabemos no que acreditar. A realidade posta ou imposta nos faz muitas perguntas e exige respostas rápidas, porém momentâneas.

 

Referências bibliográficas:

 BRANDÃO, Carlos R. O que é educação. São Paulo: Editora Brasiliense, 2002. 

LEMOS, P. B. Silva. O conceito de paradigma em Thomas Kunh e Edgar Morin: similitudes e diferenças. Publicado em 27/06/2019. Disponível em:<  (PDF) O conceito de paradigma em Thomas Kunh e Edgar Morin: similitudes e diferenças (researchgate.net)>. Acesso: 16/06/2021.

FIGUEIRA, André. Saúde Mental: Um Olhar Ao Sofrimento Psíquico Em Um Mundo Pós-Pandemia. Congresso Brasileiro de Inovação. Disponível em: < Saúde Mental: Um Olhar Ao Sofrimento Psíquico - Palestra de André Figueira - Inovação PRO [Unimind] (inovacao.pro)>

PORTAL EDUCAÇÃO. Teoria das representações sociais. Disponível em: <teoria das representações sociais - portal educação (portaleducacao.com.br)>. Acesso: 17/06/2021.

 

terça-feira, 30 de março de 2021

VERBOS PARA OBJETIVOS EM PLANEJAMENTO ESCOLAR

Maria Helena


Verbo indica uma ação. O ato de planejar leva o docente a pensar em verbos. No entanto, antes disso é preciso saber quanto tempo temos para desenvolver a ação proposta. Lembrando que todo objetivo é para o estudante. Temos objetivos que serão desenvolvidos em três anos, é o caso de U.C.s que fazem parte dos 3 anos da matriz curricular do ensino médio. Ainda, se são para dois anos, um ano, um semestre, uma unidade, um conteúdo.

Para chegar a uma determinada operação mental, se parte de um conhecimento prévio, assim para: diferenciar, deve-se reconhecer, caracterizar cada objeto, para posteriormente diferenciar. Portanto, o docente necessita reconhecer quais operações mentais foram necessárias e se essas foram desenvolvidas até chegar ao verbo escolhido. 

Partindo do suposto que as ações, as quais o estudante irá desenvolver, devem ser aferidas para poder avaliar, portanto o estudante deve provar que aprendeu, aplicando tal conhecimento em uma nova situação.  Assim ele pode: 

 Abstrair – o que indica que houve a ação? Aplicando? Executando?

Ex: Abstrair as ideias principais do projeto;

 Analisar – o que? Como saber que desempenhou a ação? Relatando? Explicando?

Ex: Analisar a obra de Oscar Niemayer: o Conjunto da Pampulha;

 Aplicar – um conceito adquirido a uma nova situação?

Ex: Aplicar a fórmula de X nos exercícios.

 Apreciar – como saber se apreciou?

Ex: Apreciar o evento que originou a independência dos UEA da Inglaterra;

 Compreender – que ação demonstrará que compreendeu? Respondendo corretamente?

Ex: Compreender a importância do estudo da física para a sociedade;

 Caracterizar – o que eles entendem por caracterizar?

Ex: Caracterizar socialmente a importância dos meios de comunicação;

 Classificar -

Ex: Classificar os continentes com seus respectivos países;

 Confirmar – uma nova tese?

Ex: Confirmar o projeto de desenhos com maquetes;

 Considerar –

Ex: Considerar as possibilidades oferecidas por um projeto elétrico;

 Criar – a partir do quê? Conceito de criar, criação? Criatividade? Cuidar para não cair na subjetividade, a avaliação deve ser objetiva, verificável, mensurável. Cuidado ao usar o critério criatividade.

Ex: Criar soluções para infiltração de água em paredes de alvenaria.

 Demonstrar – por quais meios?

Ex: Demonstrar os dados demográficos da população infectada pelo Covid 19 na cidade X;

 Descrever -

Ex: Descrever os passos necessários para a elaboração de um projeto arquitetônico;

 Destacar -

Ex: Destacar os principais países cuja tecnologia serve de modelo para outros países;

 Diferenciar-

Ex: Diferenciar ambiente natural de ambiente social;

 Entender – indicadores que houve entendimento?

Ex: Entender o fluxograma atual usado em grandes empresas do ramo automobilístico;

 Examinar – o que? Para que?

Ex: Examinar o projeto elétrico em seus principais elementos;

 Executar – qual o padrão será aceito?

Ex: Executar o planejamento sobre horta orgânica;

 Exercitar – para memorizar, automatizar, desenvolver outro objetivo e o exercício é uma estratégia?

Ex: Exercitar a habilidade de navegação na modalidade a distância;

 Explicar – a partir do que, resumido, o todo, analisando?

Ex: Explicar a construção da maquete sobre os diferentes tipos de terreno;

 Identificar -

Ex: Identificar os componentes principais da placa mãe;

 Interpretar – textos, imagens? Interpretação passa pela compreensão.

Ex: Interpretar à luz do texto sociedade e consumo, no documentário Y;

 Julgar – como avaliar? Há uma expectativa sobre o juízo que o estudante emitirá?

Ex: Julgar, de acordo com os conceitos de colaboração, a atitude X no filme...............

 Mapear – conceito de mapeamento?

Ex: Mapear um fluxo de informação capaz de conotar uma comunicação eficaz.

 Narrar -

Ex: Narrar a trajetória das civilizações que constituíram as primeiras civilizações no continente;

 Observar – o que? Como saber se observou? Descrevendo?

Ex: Observar as regras para a utilização de IPIs;

 Organizar – indicadores para saber se houve organização: organizar uma festa, um laboratório, livros em uma estante.

Ex: Organizar o laboratório de física, atendendo as normas técnicas;

 Participar – qual o conceito de participar? Da aula? De um evento? Qual ação se espera do estudante?

Ex: Participar do fórum sobre direitos à aprendizagem;

 Problematizar – a partir do que? Qual o significado? Problematizar para quê?

Ex: Problematizar a tese X de Einstein;

 Qualificar – a qualificação atribuída pelo estudante atende a um padrão, conhecido pelo mesmo?

Ex: Qualificar os elementos necessários à argumentação.

 Reconhecer -

Ex: Reconhecer a importância do conhecimento das normas técnicas na aplicação de....;

 Redigir -

Ex: Redigir um resumo dos principais itens estudados em sala;

 Refletir – o que indica que houve reflexão? Relatando?

Ex: Refletir, partindo das ideias de X, sobre o papel das mídias sociais;

 Relatar -

Ex: Relatar os dados da pesquisa sobre as ferramentas mais utilizadas por adultos acima de 60 anos.

 Selecionar -

Ex: Selecionar, após estudos sobre solos, os mais adequados à construção de quadras esportivas.

 Sintetizar – para sintetizar passa-se pela análise, como operação mental, deve estar atendo a isso, talvez o estudante não consiga a síntese porque não sistematizou a análisa.

Ex: Sintetizar as principais ideias de X, estudadas no semestre;

 Sistematizar -

Ex: Sistematizar em ordem cronológica o povoamento dos países da américa do sul;

Lembrando que todos os verbos utilizados nos objetivos devem ser apresentados para os estudantes, assim, os mesmos saberão o que se espera deles.

 leia também: PLANEJAMENTO DE ENSINO: COMO ELABORAR OBJETIVOS GERAIS E ESPECÍFICOS